20 de dez de 2004

Como eu ia dizendo...

No último post eu mencionei o meu texto de estréia mas não consegui linká-lo pra cá. Sendo assim, aí vai o repeteco, já que alguns ainda não conhecem e os que lá leram vão relembrar.

Qual é o seu filme?(ou Volver a los 17)

Dá licença...Posso entrar? Talvez vocês já tenham me visto pelos blogs vida afora, eu sou a Ana: carioca, bocuda, flamenguista e muito palpiteira.

A vida não é filme, você não entendeu...” Será que não, Herbert?
Sabe, não sou exatamente do tipo que joga as tranças da janela, mas juro pra vocês que pra cada história da minha vida, existe um filme correspondente, com trilha sonora (e que trilha!) e tudo o mais. Tem de tudo: comédia, romance, drama, SciFi, terror e até alguns documentários...e, é claro, os grandes musicais.
Um em especial, é “O” filme...Não é dos mais badalados e pelo que sei a crítica especializada meio que torceu o nariz; mas o que esses críticos americanos entendem de cinema? Tô falando de “Peggy Sue” (não sei o título original, mas isso também não importa) do Copolla...Que história!!! Resumindo, pra quem não viu, conta a história de uma dona de casa já meio quarentona, que num reencontro com a antiga turma do high school, sofre um piripaque, e quando todos a imaginam morta, lá está ela, maravilhosa, de volta...aos seus 16 anos – mas com a bagagem da idade atual...Já pensaram?
Eu não queria ter 16 anos novamente, era muito bobinha, criança mesmo. Mas 17...nada mau, hein...Quanta coisa eu ia passar a limpo, algumas a sujo também.Detonaria com meia dúzia de espinhudos pelos quais eu eventualmente me apaixonava e que me ignoravam. Seria mais segura de mim, mais atirada às coisas, porém com cautela e prudência (palavras que adolescente desconhece) seria mais amiga de uns, sacanearia outros tantos...uma resposta bem dada que faltou prum professor arrogante... E aquela resposta arrogante que meus pais não mereciam, deletaria.
A trilha, claro, um CD duplo,e cheio de fotos no encarte daqueles de livrinho; não vou mais esticar o assunto, mas abriria com “In my life” dos Beatles e encerraria com “Blue Riviera” de Sá, Rodrix e Guarabira.(essa em homenagem ao meu pai, que , quero acreditar, uma hora dessa está em algum lugar do universo, mandando ver, cheio de gás aos 17 anos.)

“Cante conosco”
Blue Riviera

A gente já era uma barra
No tempo do rock do Blue Riviera
A gente já era
No tempo do Blue Riviera
Você com seu rabinho de cavalo
Me contando que a sua mãe
Não lhe deixava sair
Na garupa da lambreta pra dançar
No Blue Riviera
A gente sacudia os ossos
No tempo do rock do Blue Riviera
A gente sacudia
No rock do Blue Riviera
Com toda essa moçada da pesada
Que hoje está com 30 anos ou mais
E já não deixa cair
Como no tempo da lambreta sem saia
Do Blue Riviera
E eu digo
Blue Riviera, Blue Riviera
Nos meus olhos e ouvidos
Da sala enfumaçada
Pra onda foram meus amigos queridos
Eu digo
Blue Riviera, Blue Riviera
Quão a carne o sangue e o vinho
No meio das lembranças do passado
Eu não estou sozinho...


:-)
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